sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Antidotuma



Geração famigerada
Informalidade trocada por vulgaridade
Meninas chorando, sujas e sangrando
Suas bocas em falsos instrumentos de masculinidade
Humilhações que enchem o estômago
E destróem a alma

Ambiciosos gananciosos
De terno e gravata, verdadeiros cavaleiros
Imundos em sua limpeza nobre
Mestres da sujeira, ratos escandinavos vestidos de ouro
Fazem todo o sistema límpido cair
O sistema pérfido ressurge, queimando os poucos valores existentes

O antídoto é raro, beirando à inexistência
Escalar a mais alta das montanhas não lhe trará resultado
A guerra das guerras, o embate dos embates
Escondido entre os panos da falsa harmonia e falsa misericórdia
Beijos de fel oscilando entre prisões de mel
Antídoto não há. Apenas o barulho das dobradiças enferrujadas...



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